Qual é a realidade dos casos suspeitos de infecção por COVID-19 em Minas Gerais?

 Qual é a realidade dos casos suspeitos de infecção por COVID-19 em Minas Gerais?

No Estado de Minas Gerais, os testes para confirmação ou não dos casos suspeitos de contágio por coronavírus, COVID-19, estão sendo realizados, na rede pública, pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), na cidade de Belo Horizonte. Com uma demanda grande de amostras, e só 12 técnicos encarregados para a testagem (de acordo com dados do MG2), casos suspeitos ficam sem respostas e a falta de recursos pode tornar os casos subnotificados.

Em Paracatu-MG, a chefe da Vigilância em Saúde, enfermeira Arianne Mendes, explica sobre o aumento de casos suspeitos na cidade e a forma como são classificados. “O protocolo do Ministério da Saúde, em relação a classificação dos casos de COVID-19, foi alterado para nós aqui no município, através da GRS (Gerência Regional de Saúde), no dia 23 de março. No dia 24 de março, nosso município, começou a classificar de acordo com esse protocolo. Qualquer caso que tenha síndrome gripal, qualquer gripe, é considerado como caso suspeito.” Essa mudança fez com que os números de suspeitos subissem, sendo que, anteriormente, eram relatados só casos com uma história epidemiológica.

Arianne também falou sobre mudanças para coleta de amostras para o teste. “As amostras, elas só são coletadas agora para alguns grupos, profissionais de saúde; para óbitos com suspeitos de COVID-19; para grupos com surtos em locais fechados (ex. asilo ou escola). Nosso primeiro exame foi coletado no dia 18 de março. Por que ultrapassou os 7 dias antes previsto pela GRS e Funed? Pela demanda que tem de exames coletados e enviados para Funed.  Esses exames vão de vários municípios e vão de acordo com a demanda.”

Os testes que vem sendo realizados pela Funed, são do tipo molecular, também chamados de RT-PCR, que apesar de demorar até 3 dias para sair o resultado, tem alta precisão. No entanto, devido a demanda, a previsão para os resultados está sendo de até 3 semanas, de acordo com a chefe da Vigilância Sanitária.

Durante o mês de março, instituições públicas e privadas, se mobilizaram para que os testes rápidos cheguem ao país, para melhorar o diagnóstico e ter mais controle dos casos. Só a Vale comprou 5 milhões de kits para verificar a infecção por COVID-19, que serão doados a todos os estados brasileiros.

Danilo Ulhoa, bioquímico do laboratório da unidade de Vigilância em Saúde, em Paracatu, fala da vantagem dos testes rápidos. “O Ministério da Saúde importou milhares de testes rápidos, que a gente pode fazer a leitura entre 15 a 20 minutos, dando resultado da fase aguda e da fase crônica da doença, ou seja GG e GM. São testes muito fáceis de serem realizados. Logo teremos disponíveis nos laboratórios, inclusive públicos, testes rápidos que vão dar uma maior sequência na liberação dos resultados.”

Enquanto não há quantidade suficiente de testes, é importante que a população entenda que o número de casos de infecção por COVID-19 pode ser maior do que o indicado. Além disso, deve-se atentar, para a prioridade de realização de testes para os profissionais da saúde que trabalham na linha de frente. E, assim, cooperar, aqueles que podem, com o isolamento social.

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