IBGE inicia treinamento de 180 mil recenseadores a duas semanas da coleta do Censo

Começa hoje (18) a fase presencial do curso de capacitação dos mais de 180 mil futuros recenseadores convocados pelo IBGE. O treinamento acontece em cerca de 5 mil locais de treinamento e 10 mil salas de aula espalhadas por todos os estados do país. Em Minas Gerais, somente na capital, Belo Horizonte, o treinamento tem início no dia 25 de julho. O período de aprendizado terá carga horária de oito horas e durará cinco dias, se encerrando na sexta-feira (22). Os profissionais que coletarão dados dos povos e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, terão um dia a mais de capacitação, na segunda-feira (25).

Nesta semana também começa o treinamento dos agentes censitários de pesquisa por telefone (ACT), com aulas de terça-feira (19) até o dia 27. Responsáveis por atuar no Centro de Apoio ao Censo (CAC), os agentes serão divididos em turmas e poderão escolher o turno de acordo com a sua disponibilidade de horário. Os ACTs atuarão no Censo ajudando a esclarecer dúvidas de quem optar por preencher o questionário pela internet ou por telefone.

“Começaremos a etapa presencial do treinamento dos recenseadores, mas eles já estão sendo treinados há tempos”, ressalta a gerente de Treinamentos de Censos, Cynthia Damasceno. “Preparamos um curso em EAD (Ensino a Distância) com conceitos fundamentais do Censo e esse conteúdo caiu na prova do processo seletivo simplificado. Os recenseadores passaram também por uma etapa autoinstrucional com a leitura prévia do Manual do Recenseador e do Manual de Entrevista, disponíveis no site do Censo 2022. Eles já iniciaram o treinamento bem antes de estarem em sala de aula”, acrescenta.

“Também aproximamos esse treinamento presencial do início da coleta para que o conhecimento que o recenseador acaba de adquirir fique ‘fresco’ na cabeça dele”, complementa o gerente substituto de Treinamentos de Censos, Miguel Montenegro.

O IBGE utiliza o bem-sucedido treinamento em cascata, também aplicado em operações anteriores, que consiste em treinar pessoas para capacitarem outras pessoas. “É um processo, uma sequência, uma onda. É o método que usamos para, a partir de um grupo de especialistas do IBGE nos temas censitários, capacitar um número cada vez maior de servidores que atuam como técnicos e multiplicadores. Passamos pelos coordenadores e técnicos das unidades estaduais, pelos coordenadores censitários de subárea (CCS), agentes censitários municipais (ACM) e agentes censitários supervisores (ACS), que são os últimos multiplicadores, responsáveis por instruir os mais de 180 mil recenseadores”, destaca Cynthia.

Conteúdo programático

Durante o período de capacitação, os futuros recenseadores reforçam o aprendizado sobre os diversos temas relacionados ao Censo e ao IBGE, por exemplo:

– O que é um setor censitário e como fazer o percurso e a cobertura;

– Cadastro de endereços e captura de coordenadas;

– Questionários básico e da amostra, e seus respectivos quesitos;

– Ética e integridade no recenseamento;

– Condutas de abordagem do recenseador;

– Atividades práticas e simulações no DMC (dispositivo móvel de coleta).

Para melhor aprendizado, os recenseadores contarão com uma variedade de materiais elaborados pela Coordenação Operacional de Censos (COC). Além dos manuais e mapas impressos, também há produtos nos formatos digitais: manuais, slides, protocolos, dentre outros recursos instrucionais. Contarão ainda com aplicativos diversos, como o aplicativo de treinamento no qual realizam atividades práticas no DMC e a avaliação de aprendizagem e de reação ao final do treinamento. Há também o próprio aplicativo de coleta (com insumos de treinamento), que simula exatamente como é o trabalho do recenseador em campo, e o aplicativo de aulas, utilizado pelos instrutores para passar os conteúdos, contendo todos os slides e vídeos do treinamento que são repassados de forma padronizada em todas as salas de aula.

“Houve uma opção por diminuir a quantidade de materiais impressos e colocar a maior parte deles nos DMCs, nos tablets e laptops”, ressalta Miguel.

Prontos para a coleta

A expectativa para a semana de treinamento é positiva e após a avaliação de aprendizagem os candidatos estarão aptos a cumprir a função de recenseador. “Confio no trabalho realizado por toda a equipe técnica envolvida. Orientamos o acompanhamento dos supervisores no início da coleta em campo, junto com os recenseadores, onde o treinamento se concretiza”, acrescenta Cynthia.

O recenseador tem como principal função entrevistar os moradores durante a coleta. Sua jornada de trabalho mínima deve ser de 25 horas semanais. Como a remuneração é por produção, ela pode variar de acordo com o tempo dedicado ao serviço e o grau de dificuldade na abordagem aos domicílios. É possível calcular uma estimativa neste simulador.

Para mais informações sobre esse assunto acesse a página do IBGE na Internet – www.ibge.gov.br ou diretamente na Agência de Notícias IBGE – http://agenciadenoticias.ibge.gov.br/

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