SILVANO AVELAR LEVA A POESIA, A MÚSICA E O SERTÃO DE PARACATU AO FLIPARACATU
Escritor, poeta, compositor e seresteiro paracatuense participa de três momentos da 4ª edição do festival, em uma programação que aproxima a literatura roseana da música e da memória cultural da cidade
A literatura encontra a música, a poesia encontra a memória e o sertão, mais uma vez, encontra espaço para se revelar em palavras e melodias. Na 4ª edição do FLIPARACATU, o escritor, poeta, compositor e seresteiro paracatuense Silvano Avelar terá presença confirmada em três momentos da programação, levando ao festival um pouco da produção literária e musical que nasce das raízes de Paracatu e dialoga com a obra de Guimarães Rosa e Afonso Arinos.
No dia 26 de agosto, quarta-feira, às 16 horas, Silvano participa da mesa “A influência de Guimarães Rosa nas composições de autores paracatuenses”, ao lado do confrade da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM), Isaías Nery, e de Edina Suely, representante do Coral Stella Maris.
A conversa reunirá também referências importantes da música produzida em Paracatu, com destaque para compositores como Heitor Campos Botelho, fundador do Grupo Sertões e Veredas, e Adailton Silva, o Didi, conhecido por sua participação e premiações em festivais realizados na cidade.
O Coral Stella Maris também fará parte desse encontro, apresentando músicas de seu novo álbum, em um repertório que carrega influências da obra roseana. Assim, a mesa promete revelar como as palavras de Guimarães Rosa atravessaram as páginas dos livros e encontraram novas formas de existência na música, na poesia e na criação artística de autores paracatuenses.
Ainda no dia 26, às 17 horas, logo após a mesa, Silvano Avelar estará na Central de Autógrafos, onde receberá leitores para uma conversa sobre sua trajetória e autografará os livros Praia do Macaco e Incontroversos. As duas obras também apresentam poemas e textos que estabelecem diálogos com o universo literário de Guimarães Rosa.
O sertão cantado em serenata
A participação de Silvano no FLIPARACATU continua no sábado, 29 de agosto, a partir das 18 horas, com o Paracatu em Serenata. Acompanhado pelos Seresteiros da Lyra Paracatuense, ele participará de um percurso que terá início no Largo do Rosário e seguirá até a Casa Paracatu.
Pelas ruas da cidade histórica, a serenata irá transformar a noite em território de música e memória. O repertório será marcado por canções relacionadas ao universo sertanista de Guimarães Rosa e Afonso Arinos, reunindo clássicos como Travessia e Cálix Bento, de Milton Nascimento, além de Luar do Sertão, Tocando em Frente, Romaria, Casinha Branca e outras canções que fazem parte da memória afetiva brasileira.
Também já confirmaram presença os cantores paracatuenses Thuyan, Jaeder e Débora, além dos demais integrantes do grupo.
Para Silvano Avelar, participar do festival representa uma oportunidade especial de aproximar literatura e música e, sobretudo, reafirmar a força da produção cultural de Paracatu.
“É um prazer ímpar participar de um evento desta magnitude. Primeiro porque sou leitor e fã da obra de Guimarães Rosa. Segundo porque estamos aliando a prosa roseana com a música. O próprio escritor já admitiu a presença da musicalidade em sua obra, que é cantada em prosa e verso por vários compositores brasileiros.”
O escritor também destaca a importância de Paracatu como território de criação artística e de diálogo permanente com a literatura.
“Paracatu é um reduto de grandes compositores, poetas e escritores que bebem e beberam na fonte de Guimarães e do nosso Afonso Arinos. Aqui, mais que o ‘sertão está dentro de nós’. O sertão é a nossa morada.”
Entre livros, canções, vozes e caminhos, Silvano Avelar chega ao FLIPARACATU para celebrar justamente essa identidade: um sertão que não é apenas paisagem, mas sentimento, memória e linguagem. Um sertão que se escreve, se lê e também se canta.
De 26 a 30 de agosto, Paracatu recebe a 4ª edição do FLIPARACATU, e, entre tantos encontros proporcionados pelo festival, a presença de Silvano Avelar reafirma uma das maiores riquezas da cidade: a capacidade de transformar suas raízes em arte e fazer da cultura uma ponte entre passado, presente e futuro.





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