SIC 2026 debate como Brasil pode ampliar competitividade do café diante de novas exigências globais

 SIC 2026 debate como Brasil pode ampliar competitividade do café diante de novas exigências globais
Com safra recorde de 67,6 milhões de sacas, país discute desafios climáticos e oportunidades de expansão nos mercados internacionais
O Brasil deve alcançar uma produção recorde de 67,6 milhões de sacas de café em 2026, crescimento de 19,6% em relação ao ano anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas o desafio da cafeicultura brasileira vai além de produzir mais. Mudanças climáticas, novas exigências do comércio internacional, transformações no consumo e avanços tecnológicos estão redefinindo a competitividade do setor e exigindo novas estratégias de produtores, indústrias e exportadores.
Esse cenário estará no centro das discussões da Semana Internacional do Café 2026 (SIC 2026), de 11 a 13 de novembro, em Belo Horizonte. Às vésperas dos 300 anos da introdução do café no Brasil, o evento discutirá como o país pode aproveitar sua capacidade produtiva, a diversidade de seus cafés e sua estrutura de pesquisa para ampliar a presença internacional, agregar valor à produção e participar mais ativamente das decisões que definirão o futuro do mercado global.
“Os desafios do café estão cada vez mais conectados. O clima, as regulações, as mudanças no consumo e as condições de comércio afetam toda a cadeia produtiva. O Brasil tem muito a contribuir com conhecimento, tecnologia e experiência, mas também precisa ampliar o diálogo com outros países. A SIC 2026 quer ser esse ambiente de conexão, onde produtores, indústria, pesquisadores e compradores possam discutir soluções e transformar essas conversas em oportunidades concretas”, afirma Caio Alonso Fontes, sócio da Espresso&CO.
Produção e novos mercados
A expectativa de safra recorde reforça a capacidade produtiva brasileira, mas não elimina desafios como a exposição às condições climáticas, os custos de produção e a necessidade de investimentos em tecnologia. Alterações nos regimes de chuva e temperatura podem afetar a florada, o desenvolvimento dos frutos e a qualidade do café. Entre as respostas estão o melhoramento genético, o monitoramento climático, a assistência técnica e práticas de agricultura regenerativa que contribuam para a conservação do solo e da água.
“O produtor brasileiro demonstra capacidade de produzir com qualidade e incorporar tecnologia, mas precisamos garantir condições para que continue investindo. A competitividade depende de pesquisa, assistência técnica, gestão de riscos e soluções adequadas à realidade de cada propriedade. O desafio não é apenas alcançar uma safra expressiva, mas assegurar que esse resultado se traduza em renda e sustentabilidade para quem está no campo”, afirma Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar.
Mercado Global
No comércio internacional, exigências ambientais, rastreabilidade, tarifas e desafios logísticos também ganham importância. A regulamentação europeia contra o desmatamento (EUDR), por exemplo, estabelece obrigações relacionadas à origem e à legalidade da produção, ampliando a necessidade de organização de informações e identificação dos lotes comercializados.
Ao mesmo tempo, surgem oportunidades em novos mercados, especialmente na Ásia, e em segmentos como cafés de origem, produtos diferenciados e novas experiências de consumo. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações brasileiras de conilon e robusta cresceram 68,6% entre janeiro e agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, evidenciando o avanço comercial dos cafés canéforas.
“O mercado está se transformando, e os pequenos negócios precisam acompanhar esse movimento. Hoje, competitividade envolve gestão, qualidade, rastreabilidade e conhecimento do consumidor. Nosso trabalho é apoiar esses empreendedores para que consigam se preparar, acessar novos mercados e transformar as exigências do setor em oportunidades de crescimento”, destaca Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.
Ciência e inovação na próxima década – A pesquisa científica será outro componente decisivo para a competitividade. Melhoramento genético, biotecnologia, digitalização e inteligência artificial oferecem possibilidades para aprimorar o manejo, antecipar riscos, estimar safras e utilizar recursos de maneira mais eficiente. O desafio está em transformar esses avanços em soluções acessíveis aos produtores.
Maior produtor brasileiro de café, Minas Gerais reúne regiões produtoras com características distintas, cooperativas, instituições de pesquisa e uma cadeia econômica que conecta produção, indústria e comercialização.
“Minas Gerais tem uma participação fundamental na cafeicultura brasileira e reúne condições para contribuir com essa nova etapa de desenvolvimento do setor. A competitividade passa pela integração entre produção, pesquisa, inovação e acesso aos mercados. É importante fortalecer essa articulação para que os avanços tecnológicos e as oportunidades comerciais alcancem produtores de diferentes perfis e regiões”, afirma João Ricardo Albanez, secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em exercício.
Programação
Com o tema “Às vésperas dos 300 anos do café no Brasil: construindo a próxima agenda global”, a SIC 2026 reunirá discussões sobre competitividade, transformações do mercado, sustentabilidade, ciência e inovação. O Simpósio DNA Café e o Fórum da Cafeicultura Sustentável integram a programação, que também contará com Rodadas de Negócios, Salas de Cupping e premiações como o Coffee of the Year. O evento abre o ciclo de celebrações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, marco que será comemorado em 2027.
A Semana Internacional do Café 2026 será realizada de 11 a 13 de novembro, das 10h às 19h, no Expominas, em Belo Horizonte. É uma realização Espresso&CO, Sistema Faemg Senar, Sebrae e Governo do estado de Minas Gerais, com apoio institucional do Sistema Ocemg, patrocínio diamante Rituais 85+, patrocínio ouro Anysort, Senac em Minas e Sicoob, e patrocínio bronze Nescafé e Yara.
Credenciamento
O credenciamento para a SIC 2026 já está aberto. Nos dias 11 e 12 de novembro, o evento será voltado aos profissionais do setor. Já no dia 13 também receberá consumidores finais. Produtores com CNPJ ou código rural e cooperados Sicoob têm entrada gratuita.
O credenciamento e as demais informações sobre acesso ao evento estão disponíveis no site oficial da SIC 2026.
—
Assessoria de Imprensa Sebrae Minas

Comentários

O Lábaro

Posts Relacionados