O FARDO

 O FARDO

Os livros sagrados trazem dizeres que nos remetem à reflexão por inúmeras razões.   Ao observarmos as coisas do mundo, acontecimentos de modo geral, exatamente por sermos seres pensantes lançamos ao vento certas perguntas.   Por quê?   Mas como pode?   Como é possível?   E finalizando, como Deus permite?   Se observarmos com atenção, munidos de pouca fé queremos respostas lógicas vindas de Deus.   Em outras palavras, pobres por não crermos o bastante (sem questionamentos) quanto à existência e aceitação incondicional de que tudo acontece através e pela vontade de um “ser superior”, chegamos ao cúmulo de colocar em dúvida a existência de Deus.   A história do cristianismo mostra Jesus Cristo se submetendo a cruz com resignação por um propósito maiúsculo, ou seja, carrega ele seu FARDO em pura obediência à vontade de Deus.   Tempos atrás, num momento da minha vida presenciei uma indagação nesse sentido.   Ocorreu um fato em que uma criança se feriu gravemente quando um lavatório pesado caiu em cima do frágil corpo de um menino de dois anos.   Soubemos pelo motorista que enquanto removia o acidentado este emitia gemidos de dor.   Uma minha colega colocou a seguinte pergunta, “como Deus permite uma criança inocente sofrer assim”.   Não sei se certo ou errado, nem de onde tirei tal raciocínio, mas respondi:    -Estou certo de que a criança não sente essa dor física, Deus por certo para nos dar exemplo e sermos precavidos usando o dever de cuidado, nos mostra de forma contundente que devemos evitar expor as pessoas a situações de perigo como ocorreu com o menor, e completei.   Deus usa um fato para nos alertar, mas certamente não submete a inocente criança ao sofrimento da dor física.   Estou certo de que por mais que quisesse, não encontraria melhor resposta.    Diante de muitos fatos que acontecem envolvendo a nós, nossos familiares e outras pessoas do nosso convívio, ficamos boquiabertos e mesmo sem expressar formulamos incontáveis perguntas.   As coisas boas e ruins do mundo acabam por envolver qualquer de nós, em certos momentos ao avaliarmos chegamos a conclusões de que a vida, os fatos, acidentes, tragédias não deveriam atingir as pessoas de bem.   Mas quem de nós pode julgar ou interferir nos desígnios de Deus?   De repente quis o Criador nos escalar para sustentar, carregar e nos submeter por alguma razão a uma cruz, a nossa cruz.   A minha CRUZ ou FARDO compete a eu suportá-la, e, tal qual Cristo, se sou digno e bom, terei muitas pessoas me amparando e auxiliando no cumprimento da minha “via-sacra”, o tamanho e peso do meu FARDO cabe a Deus determinar.   Sobre o fato, finalizo sugerindo que sempre que puder, em qualquer situação, ao deparar vida a fora, com um fardo ou cruz, feche os olhos para quem o sustenta e ofereça seu ombro em auxílio, nunca conte para ninguém, os olhos do Criador verá.

Miguilim agradece a cada ombro que lhe ajudou até aqui – Bom Domingo!

Miguel Francisco do Sêrro – Historiador e Advogado

 

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