Mia Couto, Miriam Leitão e Cármen Lúcia celebrarão Grande Sertão: Veredas

 Mia Couto, Miriam Leitão e Cármen Lúcia celebrarão Grande Sertão: Veredas

Evento ocorre durante a Fliparacatu, entre 26 e 29 de agosto, na cidade mineira

A cidade de Paracatu será palco, no final do mês, de um encontro para festejar os 70 anos de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.

No dia 29 de agosto, o escritor moçambicano Mia Couto, a jornalista Míriam Leitão e a ministra Cármen Lúcia irão debater a influência política, social, literária e cultural de uma obra que ainda reverbera pelo mundo em português.

O encontro ocorre durante a Fliparacatu, evento organizado entre os dias 26 e 29 de agosto na cidade mineira e que conta ainda com nomes como Alexandre Coimbra Amaral, Beatriz Bracher, Bruna Lombardi, Calila das Mercês, Eduardo Giannetti, Eliana Alves Cruz, Geni Núñez, Jeferson Tenório, Marcelino Freire, Natalia Timerman, Noemi Jaffe, Paulo Scott, Paulliny Tort e Sérgio Abranches.

Mia Couto costuma dizer que não foi ele quem leu Grande Sertão: Veredas; foi o livro que o ensinou a ler de novo e que descobriu que o português podia ser reinventado. A afinidade ficou registrada na edição especial dos 70 anos do clássico, para a qual escreveu um dos textos de apresentação.

Ao recordar sua primeira leitura do romance, Mia conta que, no início, resistiu ao texto, até perceber que o desafio não era compreender a história, mas aceitar que precisava “reaprender a ler”.

Mia é um dos autores que assina a nova edição comemorativa de Grande Sertão: Veredas, lançada pela Companhia das Letras, e que reúne depoimentos inéditos de doze personalidades profundamente influenciadas pela obra. Além de Mia, o livro traz relatos de Milton Hatoum, Eduardo Giannetti, Itamar Vieira Junior, Silviano Santiago e Bia Lessa.

Mia Couto insiste que Guimarães Rosa lhe mostrou que a língua portuguesa não precisava ser obedecida, mas reinventada. Para um escritor moçambicano, Rosa foi a prova de que era possível escrever em português sem se submeter às normas rígidas da tradição europeia, criando uma linguagem enraizada na oralidade e na cultura local. Essa liberdade seria decisiva para a construção da própria obra de Mia.

Mia Couto, Miriam Leitão e Cármen Lúcia celebrarão Grande Sertão: Veredas

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O Lábaro

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