Exposição Ocupação pode ser vista até o fim do Festival, 31/8

 Exposição Ocupação pode ser vista até o fim do Festival, 31/8

 

A exposição “Ocupação”, do artista paraense Petchó Silveira,  está na programação do 3.º Fliparacatu e está em cartaz na Casa de Cultura de Paracatu (Rua do Ávila, S/N, Centro), até o dia 31 de agosto. 

Petchó Silveira é natural de Belém do Pará, nascido e criado na periferia da cidade. Iniciou sua trajetória artística ainda jovem, com apoio da Fundação Curro Velho, espaço cultural paraense. Seu trabalho tem como base a observação do cotidiano, especialmente das realidades vividas por pessoas negras em situação de vulnerabilidade. Participou de diversas mostras coletivas e individuais na região Norte, com destaque para exposições na Assembleia Paraense e no Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará. Petchó também ilustrou um livro da UnB sobre mulheres negras cotistas e integrou o Festival Literário e Artístico de Canaã dos Carajás (FLACC).

“Ocupação” representa a tomada de espaços artísticos nos quais artistas negros e periféricos não estão inseridos. Todo o contexto traz questionamentos e representatividade para curadorias como as dessa mostra – tratando das diversas realidades das periferias, do racismo e da violência enfrentada no cotidiano. A curadoria da mostra é de Luísa Borges, e o trabalho curatorial marca a estreia da fotógrafa no ramo. A exposição traz para Paracatu a visão de um artista de Belém do Pará, que expõe, por meio de suas pinturas, um entendimento educativo sobre realidades brasileiras – especificamente da região Norte do país, o que possibilita um alcance único de diferentes regiões do país para os visitantes locais.

Por meio de suas obras, desenvolvidas há cerca de dois meses, especialmente para a exposição do Fliparacatu, Petchó promove uma tomada de consciência frente a corpos e expressões de pessoas negras, os detalhes de suas personalidades, trajetórias e histórias de vida, assim como suas dores, belezas e cicatrizes psicológicas – em contexto com uma sociedade de desigualdade, que é também reproduzida no meio artístico. 

As pinturas da exposição “Ocupação”, feitas em telas de papelão, buscam tornar as obras mais acessíveis ao seu público alvo. As dimensões variam entre 11x11cm e 170x100cm. Indo além, elas fazem alusão a uma ideia de sustentabilidade e consciência ambiental. O uso do papelão como tela faz também referência ao uso do material como camas por pessoas em situação de rua, que são, em sua maioria, pessoas negras – a partir da observação do artista.

Ademais, o papelão também ressalta as diversas cores dos trabalhos de Petchó, que destacam os personagens, seus detalhes e suas vidas – como, por exemplo, por meio da inclusão de tatuagens. As cores usadas nas obras também representam a cultura artística e do folclore do Norte do Brasil, simbologia natural do imaginário do artista e de sua vivência.

3.º Fliparacatu

Com uma programação diversa, para todos os públicos, no 3.º Fliparacatu haverá debates literários, lançamentos de livros, contação de histórias para as crianças, prêmio de redação, apresentações musicais, entre outros. O Festival homenageia os escritores Valter Hugo Mãe e Ana Maria Gonçalves e tem a curadoria de Bianca Santana, Jeferson Tenório e Sérgio Abranches.

O 3.º Fliparacatu é patrocinado pela Kinross, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, e tem apoio da Caixa, da Prefeitura de Paracatu, da Academia de Letras do Noroeste de Minas e parceria de mídia do Amado Mundo.

Serviço:

3.º Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu)
De 27 a 31 de agosto, quarta-feira a domingo
Local: programação presencial no Centro Histórico de Paracatu e programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @‌fliparacatu
Entrada gratuita

Informações para a imprensa:
imprensa@fliparacatu.com.br
Jozane Faleiro  – 31 992046367

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