“Conhecendo o Judiciário” trata de direitos dos povos indígenas em escola de BH

 “Conhecendo o Judiciário” trata de direitos dos povos indígenas em escola de BH

 

 

Edição especial foi realizada na Escola Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira

Estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Belo Horizonte, participaram, nesta quinta-feira (23/4), de uma edição especial do projeto “Conhecendo o Judiciário”, realizado pela Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Coordenação de Relações Públicas (Cerp).

A iniciativa reuniu cerca de 120 alunos na apresentação do juiz adjunto do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Povos e Comunidades Tradicionais do TJMG e coordenador-adjunto do Cejusc da Comarca de Caeté, Matheus Moura Matias Miranda, que tratou dos direitos dos povos indígenas.

Além do magistrado, o projeto também contou com palestra de Thayna Pataxó, artesã e liderança indígena que conversou com os jovens sobre a história e a cultura do povo pataxó.

Edição especial do projeto “Conhecendo o Judiciário” discutiu o direito dos povos indígenas em escola de Belo Horizonte (Crédito: Gláucia Rodrigues / TJMG)

A edição especial do “Conhecendo o Judiciário” desta quinta-feira faz parte da programação do projeto “Justiça e Povos Indígenas – Direito, Memória e Território”, promovido pelo Cejusc Povos e Comunidades Tradicionais para celebrar o Dia dos Povos Indígenas (19/4).

Conforme o juiz Matheus Moura Matias Miranda, a visita do TJMG à instituição de ensino ajudou a aproximar o Poder Judiciário da sociedade e apresentou, com o tema levantado na oportunidade, informações sobre “como a Justiça tem feito a interação com pessoas indígenas em Minas Gerais, fazendo esse diálogo junto com os estudantes”.

“Eu fiquei surpreso, muito surpreso positivamente, e muito grato, pois houve uma interação o tempo inteiro dos alunos. Houve um extremo interesse e participação, com perguntas, inclusive profundas, que mostram que eles estão estudando e que têm um conhecimento e real interesse.”

Segundo ele, abordar o tema com jovens “permite que vários preconceitos, vieses cognitivos e pensamentos que são de estereótipos possam ser superados. Isso tudo ajuda na formação intercultural e formação humanística”.

A liderança Thayna Pataxó ressaltou que o espaço para mostrar a cultura do povo indígena “é importante para o conhecimento” dos estudantes, já que “são pessoas que não tiveram contato físico com indígenas e com o artesanato que hoje trouxe para que pudessem sentir como é feito e para levar essa cultura viva à resistência”.

O estudante Marcelo Rodrigues disse que pôde aprender mais sobre a cultura dos povos originários (Crédito: Gláucia Rodrigues / TJMG)

As palestras foram acompanhadas pelo estudante Marcelo Rodrigues, que cursa o 2º ano do Ensino Médio. Para ele, a iniciativa permitiu aprender mais de perto sobre a cultura dos indígenas:

“Eu não tinha convívio com os povos indígenas e, pelo que acompanhei e aprendi agora, passo a ter mais respeito e a procurar mais sobre essa comunidade que é importante para a gente.”

Programação
Como parte da programação do projeto “Justiça e Povos Indígenas – Direito, Memória e Território”, a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef) realizará, no dia 8/5, o II Seminário Acesso à Justiça e aos Povos Indígenas: Direito, Memória e Território.

O evento contará com rodas de conversa sobre os temas “Violência, território e invisibilidade: elaboração do fluxo intercultural de proteção à mulher indígena vítima de violência” e “Da norma à prática: agenda de ações para a efetivação das Resoluções CNJ 287/2019 e 454/2022 no âmbito do TJMG”.

Também em 8/5, será promovida uma feira de artesanato com expositores indígenas, no Edifício-Sede do TJMG. Além desses eventos, foi elaborado um cartaz sobre direitos dos povos originários em linguagem simples e visual, distribuído às comarcas com presença de indígenas.

A programação ainda contou com outra edição especial do “Conhecendo o Judiciário”, realizada em 17/4. Na ocasião, o TJMG recebeu indígenas da Comarca de Esmeraldas, na Região Metropolitana de BH, das etnias kamakã mongoió e aranã, e da Comarca de Brumadinho, também na Grande BH, da etnia xukuru-kariri. O objetivo foi ampliar o contato direto entre os povos indígenas e as unidades do Poder Judiciário.

Confira outras imagens no Flickr oficial do TJMG.

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