Embrapa Cerrados apresenta soluções inovadoras a grupo da Escola Superior de Guerra
Foto: Luiz Carlos de Carvalho
A Embrapa Cerrados recebeu, nesta segunda-feira (13), participantes do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE), da Escola Superior de Guerra (ESG), instituição vinculada ao Ministério da Defesa. O grupo foi recepcionado pelo chefe-geral, Jorge Werneck, que destacou o papel da Unidade na transformação da agricultura brasileira. Em sua apresentação, o gestor abordou a estrutura da Embrapa e evidenciou tecnologias que viabilizaram a produção agrícola no Cerrado.
Werneck ressaltou o impacto das soluções desenvolvidas ao longo das últimas décadas, com ganhos expressivos em produtividade, redução de custos e sustentabilidade, reforçando o compromisso da Embrapa com a geração de conhecimento e o apoio à formulação de políticas públicas baseadas em ciência. Na sequência, o pesquisador Fábio Bueno apresentou a Bioanálise de Solos (BioAS) como uma ferramenta estratégica para o diagnóstico da saúde dos solos no Brasil.
A programação incluiu visita de campo a experimentos de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), mandioca e café no Cerrado, além da apresentação de ferramentas eletrônicas voltadas ao manejo ambiental integrado da paisagem produtiva no bioma, como o Webambiente e o Webpasto. Participaram das atividades os pesquisadores Lourival Vilela, Robélio Marchão e Karina Pulrolnik (equipe ILPF), Eduardo Alano (mandioca), Adriano Delly (café) e José Felipe Ribeiro (manejo ambiental).
Composto por cerca de 70 estagiários, denominação adotada para os participantes do curso, o grupo reuniu civis de diferentes órgãos governamentais e da iniciativa privada, além de militares das Forças Armadas, militares estaduais e representantes estrangeiros oriundos da Argentina, Angola, Equador, Estados Unidos e Índia.
Representando os participantes, o comandante Bittencourt destacou a diversidade do grupo e o reconhecimento à Embrapa. “Nossa turma é bastante heterogênea, com diferentes formações e instituições representadas em todo o Brasil, mas compartilhamos um propósito comum. A Embrapa é motivo de orgulho nacional. Esta visita nos permite compreender, de forma concreta, o papel transformador da ciência e da inovação na construção de um país mais desenvolvido. Saber que o Cerrado deixou de ser uma região de baixa produtividade para se tornar um dos principais polos agrícolas do mundo é motivo de grande satisfação”.
De acordo com a chefe da Seção de Avaliação Acadêmica da ESG, Suzana Ramos, a visita teve como objetivo analisar a atuação da Embrapa no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor agropecuário, avaliando de que forma a ciência e a inovação contribuem para a preservação ambiental, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento da segurança alimentar, em consonância com os interesses estratégicos da soberania e da defesa nacional. “De forma geral, a avaliação do grupo foi muito positiva. Os estagiários ficaram bastante satisfeitos e o objetivo da visita foi plenamente alcançado”, afirmou.
Juliana Caldas (MTb 4861/DF)
Embrapa Cerrados

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