Entre grades, cuidado e dignidade: Paracatu inaugura cela/leito hospitalar para custodiados

 Entre grades, cuidado e dignidade: Paracatu inaugura cela/leito hospitalar para custodiados

Estrutura no Hospital Municipal busca integrar segurança, saúde e humanização no atendimento a pessoas privadas de liberdade

Na manhã desta segunda-feira, 18 de novembro, Paracatu deu um passo significativo rumo ao fortalecimento da segurança pública e ao respeito ao direito universal à saúde. Foi inaugurada, no Hospital Municipal, uma cela/leito adaptada especialmente para o acolhimento de pacientes sob custódia policial, uma estrutura que une proteção, humanidade e responsabilidade social.

O espaço, com capacidade para dois internos, foi cuidadosamente planejado e equipado para receber pessoas que, mesmo privadas de liberdade, permanecem amparadas pelo princípio da dignidade humana. A iniciativa nasce da parceria entre a CentralSEG, Ministério Público, Polícia Penal e Prefeitura Municipal de Paracatu, fortalecendo a integração entre instituições e reafirmando que políticas públicas efetivas não se constroem de forma isolada.

Durante a cerimônia, estiveram presentes o presidente da CentralSEG, Régis Couto; o promotor de Justiça, Dr. Joaquim, representando o Ministério Público; o diretor-geral do Presídio de Paracatu, Juranir Rodrigues; o diretor do Hospital Municipal, Adelson Caetano; o superintendente de Segurança Pública e Defesa Social, Wilian Batista; além de policiais penais e servidores da prefeitura. Todos que fizeram uso da palavra reforçaram que o novo ambiente não se limita a um aparato de segurança: é, acima de tudo, um gesto de cuidado, respeito e civilidade.

Em seu pronunciamento, o presidente da CentralSEG, Régis Couto, destacou que o projeto simboliza uma união possível entre rigidez e sensibilidade:

“Nosso Conselho tem como missão atuar como um elo entre as forças de segurança, o poder público e a sociedade civil, buscando soluções que impactem positivamente a qualidade de vida da nossa comunidade. A criação deste espaço demonstra que é possível conciliar a segurança com o direito fundamental à saúde.”

Segundo ele, a cela/leito representa uma conquista coletiva que protege profissionais de saúde, demais pacientes e, sobretudo, o próprio custodiado, assegurando atendimento seguro e digno.

“É uma medida de responsabilidade e humanização que beneficia o sistema de saúde, a segurança pública e toda a população”, completou.

Ao finalizar, Couto definiu o momento como um marco de cooperação:

“Que este Quarto Cela seja um símbolo duradouro do que podemos alcançar quando trabalhamos juntos, em prol de uma sociedade mais justa, segura e cuidadosa.”

Entre decisões, protocolos e cadeados, permanece um ponto essencial: o cuidado não escolhe destinatário. Mesmo quando o caminho é cercado por muros e vigilância, a saúde ainda é direito, a vida ainda é sagrada, e a humanidade ainda precisa caber, inteira, entre portas de aço ou camas hospitalares.

Porque dignidade não é prêmio; é princípio.
E quando o Estado estende o olhar para todos, até o concreto respira mais leve.

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O Lábaro

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