Quando o olhar encontra o lugar que somos
Foto em destaque vencedora do concurso: o diretor do projeto Diego Almeida e a vencedorado 1º lugar Fabiane Camargo da Cruz
Exposição reúne 20 fotografias selecionadas entre 327 inscrições e transforma paisagens, memórias e modos de vida de Paracatu em imagens que contam a história de um território
Na noite desta quarta-feira (19), o Museu Histórico Municipal de Paracatu abriu suas portas para um encontro entre arte, memória e pertencimento. Foi inaugurada a exposição “O LUGAR QUE SOMOS: território, memória e pertencimento”, resultado do I Concurso Fotográfico do Museu Histórico Municipal de Paracatu.
Mais do que uma mostra de fotografias, a exposição nasce como um convite para que Paracatu seja percebida por diferentes olhos. Cada imagem carrega um fragmento do território, um instante do cotidiano, uma paisagem, uma pessoa, uma manifestação cultural ou um modo de viver. São registros que, ao serem transformados em fotografia, deixam de ser apenas momentos passageiros e passam a integrar a memória de um tempo e de uma cidade.
O concurso recebeu 327 inscrições. Depois das etapas de habilitação e avaliação por um júri especializado, 20 fotografias foram selecionadas para compor a exposição. O resultado revela a diversidade de maneiras pelas quais o território pode ser observado e interpretado.
Fotografar, nesse contexto, é também uma forma de dizer: eu vejo, eu reconheço, eu pertenço. É escolher, entre tantos instantes possíveis, aquele que merece ser guardado. É transformar luz, sombra, paisagem e presença humana em narrativa. E foi justamente essa oportunidade que o concurso ofereceu aos participantes: a possibilidade de mostrar a arte de fotografar, mas também de revelar, por meio dela, a maneira particular como cada fotógrafo enxerga Paracatu e o sertão mineiro.
A noite de abertura também foi marcada pelo reconhecimento daqueles que aceitaram o desafio de transformar seus olhares sobre o território em imagens. A iniciativa integra o Plano Bianual de Atividades do Museu Histórico Municipal de Paracatu, realizado pela Associação dos Amigos da Cultura de Paracatu, com patrocínio da Kinross, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio da Prefeitura Municipal de Paracatu e da Fundação Municipal Casa de Cultura.
Para o início da solenidade, Ívina Guimarães, Coordenadora Pedagógica do Plano Bianual de Atividades, convidou o Diretor do Plano Bianual de Atividades, Diego Almeida; a Presidente da Associação dos Amigos da Cultura de Paracatu (AACP), Maria do Socorro – Help; o Especialista em Relações Governamentais da Kinross, Otávio Medeiros; a Presidente da Fundação Municipal Casa de Cultura, Vera Lemos; o Secretário Municipal de Cultura, Thiago Venâncio, o secretário municipal Igor Diniz e do secretário de Educação, Tiago de Deu; representando o prefeito Pedro Adjuto.
O processo de seleção contou com a participação de três jurados convidados. Embora não pudessem estar presentes na cerimônia, eles enviaram mensagens especialmente para a ocasião, apresentadas ao público em vídeos.
Uma noite para celebrar quem vê diferente
A premiação do I Concurso Fotográfico do Museu Histórico Municipal de Paracatu foi realizada em duas categorias: Lente Livre – Amador e Lente Mestra – Profissional.
Na categoria Lente Livre – Amador, Fabiane Camargo da Cruz conquistou o primeiro lugar e recebeu a homenagem e a entrega simbólica de sua premiação. O segundo lugar ficou com Marcos Vinícius Silvino de Patrocínio, que não pôde comparecer à solenidade.
Na categoria Lente Mestra – Profissional, Marcos Yuri Ramalho Vaz conquistou o primeiro lugar, enquanto Lester Scalon ficou com a segunda colocação. Ambos receberam homenagem e a entrega simbólica de suas premiações.
Também foram entregues certificados aos fotógrafos classificados presentes à cerimônia: Marcos Vinícius Pereira de Souza, Luana Neiva Barbosa, Marcos Peres de Mattos Júnior, Daniela Fonseca Duarte, Marcelo Silva Ramos, Natallia Silva Santos e Mell Brochado Neiva.
Cada certificado, cada homenagem e cada aplauso carregou um significado que ultrapassa a própria premiação. Afinal, participar de um concurso como esse é permitir que o próprio olhar seja colocado diante da comunidade. É aceitar que uma fotografia possa provocar lembranças em quem a observa e, ao mesmo tempo, revelar ao fotógrafo algo novo sobre o lugar que imaginava conhecer.
Ao reunir esses trabalhos, o Museu transforma a fotografia em ponte: entre passado e presente, entre quem registra e quem contempla, entre o indivíduo e o território.
E talvez seja essa a força maior de uma exposição como “O LUGAR QUE SOMOS”: lembrar que uma cidade não é feita apenas de ruas, prédios e paisagens. Ela também é feita dos olhos que a percebem, das histórias que guarda e das pessoas que, todos os dias, constroem sua memória.
Naquela noite, Paracatu não foi apenas fotografada. Foi olhada, sentida e reconhecida.
Ao final da solenidade, o painel de entrada foi aberto oficialmente, marcando o início da exposição e convidando o público a percorrer as imagens e descobrir, em cada uma delas, um pouco do território que somos.






























Comentários