Cinco dias que reafirmaram a força da cultura em Paracatu

 Cinco dias que reafirmaram a força da cultura em Paracatu

Entre música, gastronomia, memória e manifestações populares, o festival mostrou que preservar o patrimônio é também construir o futuro.

Durante cinco dias, Paracatu viveu um tempo em que a cultura ocupou as ruas, os largos e os corações. O Festival do Patrimônio Cultural chegou ao fim neste domingo (5), deixando como legado muito mais do que uma programação artística: consolidou-se como um grande movimento de valorização da identidade paracatuense, fortalecendo a educação patrimonial, impulsionando a economia local, movimentando o turismo e reafirmando a cultura como instrumento de desenvolvimento social.

O último dia do festival reuniu música, gastronomia, história e manifestações populares em uma celebração que traduziu a essência de Paracatu. Logo pela manhã, o tradicional Café da Fidalga recebeu moradores e visitantes no Largo do Rosário, oferecendo uma verdadeira experiência da hospitalidade mineira. Entre aromas de café fresco e as famosas quitandas paracatuenses, o encontro destacou o trabalho das quitandeiras locais, guardiãs de saberes e sabores que atravessam gerações. Pães, bolos, biscoitos e outras delícias regionais compuseram um café especial que reafirmou a riqueza da culinária tradicional como patrimônio vivo.

Outro momento marcante foi a celebração do Dia Municipal do Pão de Queijo, em 5 de julho. Reconhecida como Capital Mundial do Pão de Queijo, Paracatu distribuiu gratuitamente 28 mil unidades da iguaria no Largo do Rosário, em uma ação realizada pela Secretaria Municipal de Cultura em parceria com instituições e apoiadores. Mais do que compartilhar um alimento, a iniciativa reforçou o orgulho de uma tradição gastronômica reconhecida como patrimônio imaterial e símbolo da identidade local.

A música também emocionou o público ao longo do dia. O espetáculo Trio Aquarela convida Paula Marra, com artistas de Belo Horizonte, promoveu um encontro sensível entre diferentes sonoridades da música brasileira, dialogando com a atmosfera histórica do circuito cultural da cidade e proporcionando momentos de contemplação e beleza.

À tarde, a tradicional Roda de Samba Mistura Brasileira levou ao público a força das raízes afro-brasileiras, celebrando a resistência, a ancestralidade e a alegria por meio do samba de roda. Em círculo, artistas e espectadores compartilharam palmas, canto e dança, reafirmando o caráter coletivo e democrático das manifestações populares.

O encerramento ficou por conta do cantor Tiago Iorc, que emocionou uma multidão em um espetáculo que fechou o festival em grande estilo. Entre canções, aplausos e encontros, a noite simbolizou o êxito de uma edição que fez da arte um elo entre passado, presente e futuro.

Mais do que um evento, o Festival do Patrimônio Cultural mostrou que investir na cultura é fortalecer a educação, incentivar o empreendedorismo, movimentar a economia, preservar memórias e criar novas oportunidades. Durante cinco dias, Paracatu reafirmou sua vocação para acolher, preservar e celebrar aquilo que tem de mais precioso: sua gente, sua história e suas tradições.

Um dos momentos mais aguardados da programação foi a divulgação dos vencedores do Festival Gastronômico, que, ao longo dos últimos dias, transformou Paracatu em uma verdadeira vitrine de sabores, aromas e criatividade. Cada prato apresentado revelou a riqueza da culinária local e o talento dos chefs, cozinheiros e empreendedores que fazem da gastronomia um dos maiores patrimônios culturais do município.

Na categoria Melhor Prato – Restaurantes, o grande vencedor foi o Bistrô Canuto, com o prato Beco do Ranulfo. O segundo lugar ficou com Carlinhos do Peixe, com o prato Raízes do Cerrado, e a terceira colocação foi conquistada pelo Sabor do Peixe, com o prato Surubim à Traiana.

Na categoria Melhor Prato – Bares e Similares, o primeiro lugar foi para a Trem Bão Pãodequeijaria, com o prato Paisagem da Janela (do Ávila). O Alfredo Burguer conquistou o segundo lugar com o prato Paracatu Tropical, enquanto o Costelão da Adega ficou em terceiro com o prato Sabores do Sertão.

Além da premiação dos melhores pratos, o festival também reconheceu os destaques na categoria Melhor Atendimento, premiando estabelecimentos das categorias Restaurantes e Similares, e concedeu ainda o prêmio especial de Melhor Prato – Júri Popular, reforçando a participação da comunidade na valorização da gastronomia local.

A todos que tornaram este festival possível — artistas, produtores, equipes técnicas, quitandeiras, músicos, servidores, parceiros, patrocinadores, voluntários e, especialmente, ao público que prestigiou cada momento — fica o mais sincero agradecimento. O sucesso desta edição é resultado do compromisso coletivo com a valorização do patrimônio cultural de Paracatu. Que as lembranças destes cinco dias continuem inspirando novas histórias e fortalecendo, a cada ano, o orgulho de pertencer a esta terra de tanta riqueza cultural.

 

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O Lábaro

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