18ª reunião do Nuiref trata da titulação de terras para pessoas de baixa renda

 18ª reunião do Nuiref trata da titulação de terras para pessoas de baixa renda
 

Núcleo também pretende mensurar o impacto social da regularização fundiária

Integrantes do Núcleo Interinstitucional de Regularização Fundiária se reuniram, nesta sexta-feira (23/10), na sede do TJMG (Crédito: Euler Júnior / TJMG)

Durante a 18ª Reunião do Núcleo Interinstitucional de Regularização Fundiária (Nuiref) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), nesta sexta-feira (23/10), foi intensificada a articulação entre diferentes instituições para a titulação de terras à população de baixa renda.

Responsável por conduzir a reunião, a 3ª vice-presidente do TJMG, superintendente de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses (Sutrac) e presidente do Nuiref, desembargadora Shirley Fenzi Bertão, destacou o papel institucional de cada integrante do núcleo:

“O papel do Poder Judiciário, em um núcleo como esse, que reúne vários órgãos, é fazer com que a gente atinja o objetivo final, que é a titulação de terras a pessoas que são de baixa renda e que precisam dessa regularização para exercer seus direitos.”

Outro ponto debatido foi o sistema de cartórios, que, segundo a magistrada, “precisa ser adaptado para essa nova realidade de regularização”. Esse sistema, além de não deixar um histórico, é local e “precisa ser estadualizado”.

Impacto social
Conhecer os impactos da regularização fundiária na vida da população afetada é outra demanda do Nuiref, de acordo com a desembargadora Shirley Fenzi Bertão: “Por isso, idealizamos um estudo qualitativo do impacto social da titulação do imóvel para quem ocupa.”

Encontro tratou da intensificação da articulação interinstitucional para a titulação de terras à população de baixa renda (Crédito: Euler Júnior / TJMG)

Para viabilizar essa pesquisa, o núcleo convidou para a reunião os professores João Bosco Moura Tonucci Filho, Renan Pereira Almeida e Thaís Mariano Nassif Salomão, do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Por videoconferência, eles fizeram a apresentação do estudo, que está em processo de elaboração: “É muito importante a gente mensurar se houve um aumento de transações após as políticas implementadas e uma possível valorização desses imóveis”, ressaltou o professor Renan Almeida.

De acordo com o juiz auxiliar da 3ª Vice-Presidência do TJMG, Matheus Moura Matias Miranda, a pesquisa do Cedeplar será analisada pelo Nuiref:

“A Universidade Federal pode vir a somar justamente dando esse amparo técnico e esse olhar criterioso, científico, para que a gente possa ter um mapeamento, um diagnóstico cada vez mais preciso.”

Presenças
Além da desembargadora Shirley Fenzi Bertão, do juiz Matheus Miranda e dos professores da Face/UFMG, participaram da reunião o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) e superintendente adjunto dos Serviços Notariais e de Registro, João Luiz Nascimento de Oliveira; a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG), Mila Batista Leite Corrêa da Costa; o subsecretário de Gestão de Imóveis da Sede, Eduardo Quintanilha de Albuquerque; a superintendente de Regularização Fundiária Urbana da Sede, Raquel Luiza Seabra Rezende; o coordenador da Defensoria Especializada de Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), defensor público Aylton Rodrigues Magalhães; o presidente da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab), José Bonifácio Couto de Andrada; o presidente da Comissão de Regularização Fundiária Urbana (Reurb) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG), Roberto Rocha Tross; o diretor executivo dos Serviços Notariais e de Registro (Dirnot) da CGJ, André Lúcio Saldanha; a diretora de Regulação Metropolitana e diretora-geral em exercício da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH), Maria da Glória de Melo; a diretora da Comissão Técnico-Normativa de Registro de Imóveis do Brasil (RIB/MG), Michely Freire Fonseca Cunha; o diretor de Habitação da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab), Gustavo Mendicino de Oliveira; o assessor técnico de Cultura, Esporte, Turismo e Desenvolvimento Econômico da Associação Mineira de Municípios (AMM), Ramon Diniz; a assessora do Ministério Público de Contas do Estado de Minas Gerais (MPC-MG) Aline Assis Salomão, representando a subprocuradora-geral do MPC-MG, Maria Cecília Mendes Borges; e, por videoconferência, as representantes da Gerência de Regularização Fundiária da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço (ARMVA) Clarissa Martins Sabião e Kátia Regina Santana de Souza.

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