UMA HEROÍNA E UM HERÓI

 UMA HEROÍNA E UM HERÓI

Ivar Hartmann

Folha inteira do jornal NH de Novo Hamburgo, noticiou aquilo que as televisões brasileiras, sempre em busca do macabro e sensacionalista, não acredito que tenham noticiado, por que, afinal, é uma notícia de amor, esforço, superação. E muitos outros adjetivos, pouco em moda na vida atual dos brasileiros. Vamos aceitando as notícias ruins, assistimos os noticiários esperando qual a vítima da vez, qual o escândalo de qual político descoberto no dia anterior. A gasolina e a luz aumentam e o custo de vida também. Os reservatórios baixam e nossa autoestima também. Os dirigentes poderosos vivem para o próprio umbigo e os assessores seguem a carruagem, com medo de perder as benesses advindas da carona. Por isso, falemos da vida da heroína e do herói de Igrejinha, pequeno município gaúcho. Duplo exemplo para uma realização nacional exemplar.

Dona Celoni Fonseca, agora com 70 anos, mulher humilde, viu o filho Cosme Damião com paralisia cerebral aos quatro meses de idade. O futuro? Perdido! Não fora o filho mais tarde querer estudar. Então a mãe montou, com uma cadeira de rodas velha encontrada no lixo e um encosto de cadeira de alumínio, o meio de transporte. E o Cosme lá foi, do fundamental ao ensino médio, até ganhar de presente uma cadeira motorizada. Concluiu o ensino médio aos 22 anos e foi cursar a universidade na ULBRA. Lutou muito. Pensem os leitores nesta luta. Vencer sem esmorecer, as enormes dificuldades diárias que a vida trazia. A mãe? Sempre ao lado! Agora os heróis venceram a guerra, depois das batalhas diárias. O trabalho de conclusão de Cosme recebeu nota 10. Este é o Brasil de que nos orgulhamos. Quando humildes ou ricos vencem por seu ideal e trabalho, superando as dificuldades. 

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