Governo lança campanha por sexo seguro no Carnaval

 Governo lança campanha por sexo seguro no Carnaval

Ações de prevenção a infecções sexualmente transmissíveis e respeito aos direitos humanos estão entre prioridades da estratégia estadual

 

O Carnaval chegou e é preciso curtir a folia com consciência, segurança e, principalmente, saúde. Agora que a pandemia de covid-19 está mais controlada, graças aos esforços da população e ao planejamento do Governo de Minas, o momento é de descansar as máscaras e reforçar o uso de preservativos para prevenir as infecções sexualmente transmissíveis. Importante também que os mineiros fiquem atentos ao consumo excessivo de álcool, além de conscientização contra as drogas e resguardar os direitos humanos, da criança e dos adolescentes. Na manhã desta quinta-feira (9/2), as secretarias de Saúde e Desenvolvimento Social que serão desenvolvidas durante o Carnaval. A apresentação contou com a presença do governador Romeu Zema, que destacou que a festa em Minas Gerais será segura para todos.“Queremos um Carnaval seguro para o mineiro e para quem vier de fora. A secretaria de saúde estará de prontidão para atender qualquer necessidade dos foliões. Queremos que esse Carnaval transcorra com a maior tranquilidade, tanto para quem quer descansar quanto para quem vai curtir e aproveitar a folia”, disse.SaúdeO foco da Secretaria de Saúde são as ações de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), já realizadas de forma contínua e que, durante as festividades do Carnaval, são intensificadas.As ISTs representam um grave problema de saúde pública, devido à magnitude e dificuldade de acesso ao tratamento. São causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de preservativo, com uma pessoa que esteja infectada.A Coordenação Estadual de IST/Aids e Hepatites Virais já realizou a distribuição de insumos preventivos para todas as Unidades Regionais de Saúde do estado, que são responsáveis pela remessa para os municípios. Foram enviados preservativos externos e internos, gel lubrificante, teste rápido para diagnóstico de HIV, triagem de sífilis e hepatites virais B e C.Com isso, o foco no Carnaval são as estratégias de prevenção combinada, que surgem como ferramentas para o enfrentamento da epidemia de HIV e, ainda, ampliam as opções para que os indivíduos possam se proteger contra o HIV e outras ISTs, com a oferta de alternativas eficazes, além do preservativo.A prevenção combinada abrange os seguintes métodos preventivos: preservativo externo ou interno; gel lubrificante; diagnóstico das ISTs- testagem para HIV, sífilis e hepatites virais B e C; Profilaxia Pré-Exposição (PrEP); Profilaxia Pós-Exposição (PEP); imunização para o HPV e hepatite B; prevenção da transmissão vertical do HIV, sífilis e hepatite B; tratamento antirretroviral para todas as pessoas vivendo com HIV e redução de danos.Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no ano de 2022 foram notificados 3.943 casos de HIV/ Aids, 26.777 casos de sífilis e 656 casos de hepatites virais B.A secretaria também atuará em outras frentes, garantindo o acesso à saúde aos foliões.“Finalmente, o Carnaval volta a ser uma questão de cultura – e não mais sobre covid e pandemia. Graças à ciência e à vacina, podemos passar a falar neste que será o maior Carnaval de Minas Gerais. Voltamos a falar das festividades com sexo seguro. A Saúde do Estado está preparada para as festividades, o Hospital João XXIII está com a escala reforçada para o feriado. É uma unidade de uma rede robusta e conta também com atendimento especializado para intoxicação por álcool ou drogas. Em termos gerais, a secretaria dará sustentação para que os foliões se mantenham seguros em relação à saúde e possam curtir com tranquilidade”, disse o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti.

SedeseA Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG) observa que, nesse período, há um aumento nos casos de violações de direitos humanos. Por isso, o desenvolvimento de campanhas educativas é um dos caminhos para a conscientização. A ideia é sensibilizar, por exemplo, sobre o fato de que crianças e adolescentes devem ser protegidos, não devem vender bebidas alcoólicas, alimentos, adereços carnavalescos ou outros produtos, numa situação de risco e exploração do trabalho infantil. A secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Elizabeth Jucá, explica as ações da pasta.“A Sedese participa neste Carnaval da Liberdade com a campanha ‘Faça boas escolhas e seja livre’. A proposta é atenção e cuidado com o público carnavalesco. A percepção social do consumo de álcool por criança e adolescente, sobretudo no período do Carnaval, acende um sinal de alerta para nós, sendo importante a mobilização tanto do poder público quanto da sociedade civil para prevenção ao abuso de álcool e outras drogas, especialmente para este público”, disse.“Neste Carnaval vamos distribuir um leque com mensagens educativas. Ao todo, 220 mil unidades serão distribuídas em todos os municípios de Minas Gerais. Vale ressaltar: cuide-se, alimente-se bem, beba muita água; se beber, não dirija; bebeu e a cabeça rodou? Pare, respire, hidrate-se. Evite o consumo excessivo de álcool e outras drogas, pois pode ser fatal. Vender bebida alcoólica para menores é crime”, acrescentou a secretária.Caso o cidadão perceba uma suspeita de violação de direitos de qualquer tipo contra crianças e adolescentes, pode acionar, via Disque 100, o Conselho Tutelar do Município ou a Polícia Militar. Em caso de violações de direitos humanos de outros públicos em situação de vulnerabilidade, pode-se acionar Disque 100, Disque 180 e Disque 190.A Sedese reforça, ainda, a importância do respeito a minorias representativas e pessoas em situação de rua, que vivem em locais públicos. A denúncia pode ser feita via CEDDH-MG (31) 2510-5706 ou (31) 97175-6899.Atendimento à MulherO assédio é uma violação dos direitos das mulheres e um crime grave, previsto no art. 215-A do Código Penal Brasileiro. É importante que todos estejam atentos aos sinais de desconforto quando uma mulher é importunada na rua, nos blocos ou estabelecimentos comerciais durante as festividades. A importunação sexual pode acontecer como um puxão brusco para forçar um beijo, ou uma passada de mão pelo corpo.Quem sofre ou presencia assédio pode denunciá-lo, por exemplo, no Disque 180 ou pelo 190 – Polícia Militar.

Fotos: Cristiano Machado / Imprensa MG

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