Empresas e entidades investem em ações solidárias durante a quarentena

Bons exemplos contagiam voluntários e empresas do Noroeste e Alto Paranaíba em iniciativas voltadas para ajudar o próximo

Em meio à crise provocada pela pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), exemplos de solidariedade surgem em diversas frentes. Campanhas de arrecadação de alimentos, produtos de higiene, materiais de limpeza e confecções de máscaras, por exemplo, mobilizam voluntários anônimos, instituições e empresas de diversos segmentos preocupadas com o próximo.

Para a analista da Regional Noroeste e Alto Paranaíba do Sebrae Minas, Rosely Vaz, mesmo com o isolamento social, é possível ser solidário e ajudar voluntariamente outras pessoas. “Nesse momento de pandemia o que mais ouvimos é‘Fique em casa! Cuide-se!’.  No entanto, sempre é possível contribuir de alguma forma. Existem vários empresários fazendo o seu papel, cuidando da sua equipe, cuidando da família e também colaborando com iniciativas que vão fazer a diferença na vida de muitas pessoas”.

Um bom exemplo ocorre na cidade de João Pinheiro, no Noroeste de Minas. A ação solidária partiu de usinas produtoras de açúcar e etanol, empresas âncoras do Programa de Encadeamento Produtivo promovido pelo Sebrae Minas no município. As usinas WD Agroindustrial, Destilaria Rio do Cachimbo, Destilaria Vereda Agro e Bevap Bioenergia, doaram 17.500 litros de álcool 70% para cidades do Norte de Minas. O produto foi encaminhado para a cidade de Montes Claros e a Secretaria Municipal de Saúde irá distribuí-lo para entidades da cidade e a outros municípios da região.

De acordo com o engenheiro químico da Destilaria Rio do Cachimbo, Bruno Fazanaro, o momento é de solidariedade. “Por meio da articulação do Sindicato da Indústria do Álcool e Açúcar de Minas Gerais, conseguimos mobilizar usinas e empresas da região e planejar essa campanha de doação de álcool para a região mais necessitada do Estado”.

Máscaras e aventais

Em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, a ação coordenada pela Defesa Civil tem arrecadado insumos para a produção de Equipamento de Proteção Individual (EPI) como máscaras e aventais. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros e coordenador da Defesa Civil, João Fernandes Caixeta, a campanha está destinando os materiais aos hospitais da cidade, que já estão com falta desses equipamentos no tratamento dos pacientes. “Conseguimos doações de empresários de vários segmentos do comércio que ofereceram tecidos, elásticos, linhas e toda a matéria-prima necessária para a confecção de máscaras e aventais”.

Toda a produção dos EPIs está sendo feita por onze costureiras da região. Jeiziele de Souza Dias Barbosa, uma das costureiras voluntárias da ação, conta que em duas semanas de trabalho já foram entregues 300 aventais e 500 máscaras. “Os aventais estão sendo distribuídos aos hospitais e as máscaras já foram doadas ao Samu de Patos de Minas”. Os materiais serão destinados ao Hospital São Lucas, Hospital Regional, Corpo de Bombeiros e ao Sistema Prisional da região.

Outra iniciativa inspiradora que está mobilizando voluntários e empresas de Patos de Minas é a entrega de refeições para os caminhoneiros que trafegam pela BR-365. Campanha promovida pela Suinco, em parceria com o Baratão Construção, a Gaúcha Alimentação Coletiva e a Polícia Rodoviária Federal, está distribuindo marmitex e água mineral para os motoristas que passam pelo posto da PRF. O objetivo é incentivar os caminhoneiros a continuarem trabalhando e seguirem transportando seus produtos pelas estradas da região.

Inclusão social

Em Paracatu, região Noroeste de Minas, o Rotary Club, em parceria com a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), iniciou uma campanha de produção de máscaras para doar a instituições de caridade do município e também à Secretaria Municipal de Saúde. Segundo o presidente do Rotary, Renato Braga, com as restrições impostas pela pandemia, os rotarianos mobilizaram amigos e empresários para doarem recursos para a compra de insumos necessários na confecção de máscaras. “Como as máscaras ajudam na proteção das pessoas contra o vírus e está em falta no mercado, decidimos capitanear esta articulação de voluntários para a produção das máscaras. Até o momento temos recursos doados suficientes para a produção de 12 mil máscaras”.

Os itens estão sendo confeccionados por oito recuperandos da Apac de Paracatu. Segundo o presidente da Associação, Eurípedes Tobias, a oficina de confecção da unidade está totalmente dedicada à produção das máscaras. “Acreditamos que não basta deixar de fazer o mal, é preciso fazer o bem sempre que possível. E neste momento difícil que o mundo está passando, essa ação é uma oportunidade de inclusão dos recuperandos num trabalho coletivo de fazerem o bem a quem precisa”.

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O Lábaro

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