Com El Niño já estabelecido e previsto para ganhar força, ABBIN reforça atenção da cadeia da batata ao clima
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Associação destaca a importância do monitoramento climático e da adoção de tecnologia para a produtividade do setor diante de um dos El Niños mais intensos já projetados Após um primeiro semestre de 2026 marcado pela presença de La Niña, o Brasil entrou no segundo semestre com o El Niño já presente, segundo o boletim mais recente do Centro de Previsão Climática da NOAA. O fenômeno tende a provocar chuvas acima da média no Sul do país e períodos de maior estiagem em parte do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste; um cenário que exige atenção redobrada das principais regiões produtoras de batata do Brasil, como Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os dados mais recentes mostram que o cenário já passou da fase de projeção. O boletim de 10 de setembro da NOAA indica mais de 90% de chance de um El Niño muito forte entre setembro e janeiro, com 75% de probabilidade de que ele supere, no trimestre outubro-dezembro, todos os episódios registrados desde 1950, e a previsão é de que persista até pelo menos março-maio de 2027. No Brasil, o boletim conjunto de INMET, INPE, Cemaden e outros órgãos aponta chuvas acima da média em áreas do Sul e abaixo da média no centro-norte do país, o que torna necessária uma leitura regionalizada do risco climático em cada polo produtor de batata. Para a ABBIN (Associação Brasileira de Batata In Natura), a oscilação climática reforça a importância de investimento contínuo em tecnologia, manejo e planejamento agrícola ao longo de toda a cadeia produtiva. “O clima sempre foi uma variável central para quem produz batata no Brasil. O que muda a cada ciclo é o grau de imprevisibilidade, e é justamente por isso que o produtor precisa de informação qualificada e acesso a tecnologia para tomar decisões com mais segurança”, afirma Lincoln Carrenho, Diretor Geral da Abbin. Para a bataticultura, o histórico recente ajuda a dimensionar o que está em jogo. Segundo o Cepea, o cenário climático deste ano tende a intensificar pragas e doenças, acelerar ciclos e comprometer a qualidade das hortaliças, sobretudo com excesso de umidade. No El Niño de 2023/24, a safra do Sul foi prejudicada por chuvas excessivas e temperaturas elevadas, com perdas médias de produtividade de 20% ou mais. A volatilidade também já aparece neste ano: em levantamento recente, o Cepea relatou que a redução das chuvas na maioria das regiões produtoras acelerou a colheita, ampliou a oferta e pressionou as cotações no atacado. Para a ABBIN, esse movimento de preços e de oferta reforça a necessidade de planejamento de plantio, manejo sanitário e acesso à informação de mercado em tempo real. A associação atua como ponte entre produtores, distribuidores e fornecedores de insumos e tecnologia, promovendo a troca de informações técnicas entre os diferentes elos da cadeia. Mais do que uma resposta pontual a um fenômeno climático, a ABBIN defende que a profissionalização da cadeia, com uso de tecnologia, boas práticas agronômicas e maior articulação entre os elos, é o caminho para tornar o setor mais resiliente a oscilações climáticas em qualquer ano. O tema também estará em pauta na Conexão Batata Brasileira 2026, primeiro evento nacional do setor, que acontece em 20 e 21 de novembro, em Campinas (SP), reunindo produtores, indústria, varejo e pesquisadores para discutir tecnologia, mercado e o futuro da bataticultura brasileira. Sobre Abbin Mídias Sociais Site: www.abbin.org Instagram: abbinbr |


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