ATO, FATO E TEMPO

 ATO, FATO E TEMPO
foto da internet para ilustração

Com o passar do tempo via observação, por repetição e inúmeros outros meios, acabamos por entender que dominamos, pequeno que seja, algum conhecimento, e de quebra, certo ou não vamos cravando que efetivamente conhecemos certas verdades, Sócrates diria que neste estágio, estamos um a um, “criando nossas próprias verdades”, mas completaria…..por enquanto, até que sobre essas verdades pairem novos questionamentos. Enquanto servidor público, vendo, observando e até testando, com base no que relatei acima também me dei ao luxo de estabelecer alguns parâmetros, e por que não dizer, defender algumas coisas como “minhas verdades”. Dentre as verdades que tenho como válidas, entendo que cerca de noventa por cento de tudo que nos acontece durante a vida a partir da adolescência, nós como agentes agimos e/ou contribuímos de alguma forma para que ocorresse. Ontem presenciei um ATO de um condutor de uma motocicleta que assim descrevo: Conduzia a moto com apenas a mão esquerda na direção, trazia atrelada nas costas uma caixa enorme possivelmente com uma entrega a ser feita, apoiado na mão direita o celular onde claramente ao menos um dedo digitava. Daí, com base nas minhas verdades enxergo três possibilidades básicas para uma pessoa figurar numa situação de acidente, ou a pessoa age e desse ATO provocado advém o FATO. Ou a pessoa se envolve contribuindo com o seu modo de agir, de novo o ATO aparece na geração do FATO. Por último a pessoa é envolvida sem, contudo, contribuir para a ocorrência do FATO danoso. Nessa linha de raciocínio, voltando ao condutor da moto, estabeleço agora outra verdade (novinha em folha), estou convicto de que não cabe mais discutir as questões que envolvem ATO e FATO. Basta, sem nenhuma dúvida lançarmos a seguinte indagação. Quando ele irá estar envolvido numa situação de acidente e em quais circunstâncias. Pelas nossas atitudes, ou dependendo diretamente delas, é possível prevermos sem muito medo de errar até mesmo boa parte do que o futuro nos reserva. Opa! O tempo? Sim, quase esqueço. O TEMPO dirá quando o nosso futuro acontecerá para o lado BOM ou RUIM. Previna-se! Precaução e canja de galinha nunca fez mal para ninguém. Se agirmos tal qual o condutor da moto, sem dúvida, só nos resta o TEMPO que marcará quando e quantas vezes o futuro nos dará as bofetadas que merecemos.

Miguilim – Tentando ser precavido. Não é fácil não. – Boa semana!

Miguel Francisco do Sêrro – Historiador e Advogado

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