Arte que veste a alma: Paracatu celebra sua identidade em cores e fios

 Arte que veste a alma: Paracatu celebra sua identidade em cores e fios

Exposição inaugura plano bianual do Museu Histórico e reafirma a cultura como força viva do município

 

Na noite de ontem, dia 24, o Museu Histórico de Paracatu se iluminou não apenas por suas luzes, mas pela força simbólica da arte e da memória coletiva. Em um ambiente tomado por sensibilidade e pertencimento, foi aberta a exposição “Arte na Passarela: identidade em cores e fios”, marcando o início do Plano Bianual de Atividades do museu.

Realizado pela Associação dos Amigos da Cultura, por meio da Lei Rouanet e com patrocínio da Kinross Paracatu, o evento foi mais que uma cerimônia: foi um encontro entre passado, presente e futuro, onde a cultura local se revelou em cada detalhe, em cada traço, em cada fio cuidadosamente tecido.

Em seu discurso, o museólogo e diretor Diego Almeida destacou o significado do momento como um marco na história da instituição. “Cada peça aqui não é apenas um objeto. É história, dedicação, sentimento e pertencimento”, afirmou, reforçando o papel da arte como expressão viva da identidade paracatuense.

A exposição apresenta trabalhos que transitam entre o bordado, o crochê, o macramê e a pintura em tecido, reunindo talentos da comunidade que transformam técnicas tradicionais em narrativas visuais profundas. São obras que carregam o cotidiano, a natureza e as raízes de um povo que encontra na arte uma forma de existir e resistir.

A cerimônia contou com a presença de importantes lideranças do município, entre elas o prefeito Igor Santos, o vice-prefeito Pedro Adjuto, a diretora-presidente da Fundação Casa de Cultura, Vera Lemos, a presidente da Associação dos Amigos da Cultura, Maria do Socorro Martins (Help), especialista sênior em relacionamento governamental e responsabilidade social da Kinross, Otávio Medeiros, além dos secretários Thiago de Deus (Educação) e Thiago Venâncio (Cultura).

A iniciativa também reforça o protagonismo do Museu Histórico como um espaço vivo e acessível. Após sua reinauguração, o local registrou, em 2025, mais de 12 mil visitantes, consolidando-se como referência cultural em Minas Gerais.

O plano bianual prevê uma programação ampla e inclusiva, com exposições, oficinas culturais, concursos e ações educativas que devem alcançar estudantes da rede pública e a comunidade em geral, fortalecendo o vínculo entre cultura, educação e cidadania.

Durante a noite, artistas que contribuíram para a exposição foram homenageados, simbolizando o reconhecimento àqueles que, com talento e dedicação, mantêm viva a identidade cultural de Paracatu.

Ao final, o descerramento da fita marcou o início oficial da mostra, seguido de visitação e um momento de confraternização. Mais do que abrir uma exposição, Paracatu abriu caminhos, reafirmando que sua cultura é viva, pulsante e essencial.

Porque ali, entre cores e fios, está costurada a história de um povo que sabe, como poucos, transformar arte em identidade.

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O Lábaro

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