Embrapa Cerrados passa por mudança de comando e inicia novo ciclo

 Embrapa Cerrados passa por mudança de comando e inicia novo ciclo
Foto: Fabiano Bastos

Na manhã desta quarta-feira (12), foi realizada a cerimônia de transmissão do cargo de chefe-geral da Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). Em um auditório lotado, com a presença de empregados, parceiros, representantes de instituições públicas e privadas do setor agropecuário e de embaixadas, o pesquisador Jorge Werneck foi oficialmente empossado no cargo.

O novo chefe-geral assume mandato de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, sucedendo Sebastião Pedro, que esteve à frente da Unidade entre 2020 e 2025. Também compõem a Chefia da Embrapa Cerrados os chefes-adjuntos Edson Sano (Pesquisa e Desenvolvimento e substituto do chefe-geral), Cristiane Cruz (Transferência de Tecnologia) e Herler Oliveira (Administração). Acesse aqui mais informações sobre a nova Chefia.

A cerimônia contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, dos diretores Clênio Pillon e Selma Beltrão, além de autoridades que integraram a mesa e fizeram uso da palavra, como o senador Izalci Lucas, o deputado federal Rodrigo Rollemberg e o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, Rafael Bueno.

Massruhá agradeceu a presença de parlamentares, gestores e pesquisadores e reforçou a necessidade de apoio contínuo à ciência e à tecnologia. Ela ressaltou que a Embrapa é uma instituição única, com 43 unidades atuando de forma integrada, e que sua marca é amplamente reconhecida no Brasil e no exterior como referência em agricultura tropical.

A presidente destacou ainda a importância estratégica da Embrapa Cerrados para o desenvolvimento da agricultura tropical no Brasil. Ela relembrou o papel histórico da Unidade na transformação do Cerrado, antes considerado improdutivo, em uma das regiões agrícolas mais produtivas do mundo, graças à correção de solos, ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

Silvia Massruhá também destacou os desafios atuais da pesquisa: promover uma agricultura sustentável nas dimensões ambiental, econômica e social; ampliar práticas regenerativas e de baixo carbono; investir na inclusão socioprodutiva e digital; garantir maior transparência nos processos produtivos; e atender às exigências do mercado internacional. A presidente enfatizou ainda a importância do uso de dados confiáveis, tecnologias digitais e inteligência artificial para consolidar uma agricultura cada vez mais preditiva.

Segundo a presidente, a força da Embrapa está no conhecimento acumulado por seus pesquisadores, na parceria com produtores rurais, universidades e instituições nacionais e internacionais, além da credibilidade construída ao longo de seus 53 anos. Ela agradeceu o trabalho realizado na gestão de Sebastião Pedro, desejou sucesso à nova gestão e convocou todos a atuarem de forma cooperativa para manter o protagonismo da instituição no Brasil e no mundo.

Gestão aberta à sociedade

Sebastião Pedro afirmou que, ao assumir o cargo, sabia que o desafio seria grande. “Sabia que a régua era alta. Mas o que alcançamos juntos superou as expectativas”, declarou. Ele destacou os resultados obtidos nos cinco anos de gestão, como a criação de projetos de agroinovação, a entrega de tecnologias de impacto para a sociedade e a defesa de uma agricultura tropical regenerativa e inclusiva.

Sebastião ressaltou que sua gestão foi marcada pela abertura à sociedade, pelo estímulo à inovação e pela redução da burocracia. “Focamos no desenvolvimento regional e na inclusão produtiva. Minha maior emoção foi ver essa unidade aberta à sociedade, recebendo famílias, promovendo ciência e mostrando que a tecnologia de ponta é, sim, para todos”, afirmou.

Ele agradeceu o empenho dos empregados e dos chefes-adjuntos. “Ninguém chega a cinco anos de gestão com esse nível de entrega trabalhando sozinho. Obrigado pela paciência nos momentos de crise, pela resiliência nos períodos de escassez e pelo entusiasmo em cada descoberta. Vocês me tornaram um gestor melhor e mais consciente. Saio com a certeza de que a Embrapa Cerrados continuará na vanguarda da revolução sustentável no campo”, concluiu.

Nova gestão

Ao assumir o cargo, Jorge Werneck relembrou a transformação histórica do Cerrado, resultado direto da ciência, da inovação e das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e seus parceiros. Ele reconheceu os avanços obtidos na gestão anterior. “Foi, sem dúvida, um período de muitas inovações e, talvez, a principal delas tenha sido o fortalecimento do diálogo com o mundo”, afirmou.

Werneck ressaltou, no entanto, que os desafios se tornam cada vez mais complexos. “Não podemos mais falar apenas em produzir. Precisamos produzir com sustentabilidade plena — ambiental, social, econômica e cultural”, destacou. Segundo ele, a mesma ciência que possibilitou o desenvolvimento do Cerrado deve agora liderar sua conservação e o uso inteligente e responsável dos recursos naturais.

“Quero construir, junto com os colegas, a Embrapa Cerrados do futuro: uma casa de soluções integradas, onde agricultura de baixo carbono, integração de sistemas, recuperação de pastagens degradadas e uso eficiente da água sejam práticas consolidadas. Uma ponte para o mundo, levando não apenas commodities, mas tecnologias tropicais para regiões com desafios semelhantes aos que superamos”, afirmou.

O novo chefe-geral encerrou reafirmando o compromisso com a continuidade do legado institucional, agradeceu à equipe, aos parceiros e à família e convocou todos a se engajarem em uma nova etapa de desenvolvimento sustentável no Cerrado. “Sei que herdo uma trajetória vitoriosa, construída por gigantes. Conto com a dedicação de cada servidor desta casa para enfrentarmos juntos esse novo desafio”, concluiu.

Juliana Caldas (MTb 4861/DF)
Embrapa Cerrados

Comentários

O Lábaro

Posts Relacionados