Quando a memória volta a respirar: Paracatu assina o restauro da Igreja de São Sebastião do Pouso Alegre
No Dia de São Sebastião, fé, cultura e história se unem para devolver à comunidade um de seus mais antigos símbolos de identidade
No Dia de São Sebastião, terça-feira, 20 de janeiro, Paracatu viveu um momento marcado pela emoção e pelo compromisso com a própria história. Na sede da Fundação Casa de Cultura, foi realizada a assinatura do contrato de restauração da Igreja de São Sebastião do Pouso Alegre, um dos mais importantes patrimônios históricos, culturais e religiosos do município.
A solenidade reuniu autoridades civis, religiosas e representantes da sociedade organizada. Compuseram a mesa de honra o prefeito Igor Santos; a promotora de Justiça, Dra. Tais Rachel Alves Trindade; o vereador Jorge Lindeski, representando a Câmara Municipal; a vereadora Nilda da Associação, proponente do requerimento de restauração; o secretário municipal de Cultura, Thiago Venâncio; o secretário de Governo, Altamir Júnior; o padre Valdeci Lima, representante da Diocese de Paracatu; e Marcela, representante da Associação Joaquim Artes e Ofícios, entidade responsável pela execução do restauro.
Mais do que um ato administrativo, a assinatura do contrato simboliza um passo decisivo na preservação da memória de Paracatu. A iniciativa da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Ministério Público, coroa anos de esforços institucionais voltados à proteção do patrimônio histórico local. Tombada desde 1958, a Igreja de São Sebastião do Pouso Alegre guarda em suas paredes a história de gerações. Construída no final do século XIX, na zona rural do município, o templo reúne expressivos valores arquitetônicos e artísticos, além de profunda relevância religiosa para a comunidade.
Em 2021, a igrejinha foi gravemente atingida por um incêndio, ferida aberta na memória coletiva que reforçou a urgência de ações concretas para sua recuperação. Agora, o restauro, viabilizado por meio da Plataforma Semente, contempla a recuperação completa do templo e do cemitério anexo, respeitando suas características originais e devolvendo à população um espaço de fé, identidade e pertencimento.
A obra será executada pela Associação Joaquim Artes e Ofícios, reconhecida nacionalmente pela especialização em intervenções em patrimônios históricos, especialmente igrejas, com um currículo que inclui diversas obras de porte e complexidade semelhantes. O investimento total ultrapassa R$ 2,8 milhões: R$ 1,8 milhão provenientes do Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Plataforma Semente; R$ 300 mil oriundos de emenda parlamentar da deputada estadual Marli Ribeiro; e R$ 713,7 mil de recursos próprios da Prefeitura de Paracatu.
Durante a cerimônia, todos os integrantes da mesa de honra destacaram a importância do projeto, não apenas para a religiosidade, mas também para a cultura, o turismo e a preservação da história da região. O momento foi especialmente celebrado pela Associação dos Amigos da Cultura, que há anos luta pela restauração da igreja e vê, enfim, o sonho se transformar em realidade.
Assim, no dia dedicado ao santo São Sebastião, Paracatu reafirmou que preservar o passado é também cuidar do futuro, e que, quando a memória é restaurada, toda a cidade se reconstrói junto.





















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