Um território que guarda histórias, saberes e ancestralidade

 Um território que guarda histórias, saberes e ancestralidade

Vídeo institucional apresenta as experiências da Rota de Afroturismo do Quilombo São Domingos e ajuda a levar a identidade da comunidade para além de seus limites

Na tarde de ontem (16), o Quilombo São Domingos apresentou um vídeo institucional que reúne experiências da Rota de Afroturismo desenvolvida na comunidade. O lançamento aconteceu na sede da Associação Quilombola, na Fábrica de Biscoitos Ouro da Roça, em um encontro marcado pela valorização da cultura, da memória e dos saberes transmitidos entre gerações.

A apresentação foi acompanhada por um café preparado para receber os convidados com sabores que também fazem parte da identidade da comunidade. Suco de tamarindo, pão de queijo, bolo de fubá, pão de batata com recheio de frango e o tradicional cafezinho compuseram a mesa, ao lado das delícias produzidas pela própria Fábrica de Biscoitos Ouro da Roça.

Mais do que um momento de confraternização, a mesa ajudou a mostrar que a gastronomia também é parte da experiência quilombola. São sabores simples, afetivos e carregados de memória, que aproximam o visitante da vida e dos costumes de quem vive naquele território.

O vídeo nasce com uma missão que vai além da divulgação turística: mostrar ao público um território que tem história, identidade e uma riqueza cultural construída ao longo do tempo. Nele, aparecem as tradições, manifestações culturais, gastronomia, histórias e conhecimentos ancestrais que fazem parte da vida da comunidade.

A apresentação contou com a presença do gerente regional Noroeste e Alto Paranaíba do Sebrae Minas, Marcos Geraldo Alves da Silva; do secretário de Turismo, Igor Diniz; da analista de projetos e técnica do Sebrae Minas, Patrícia Resende; da presidente da Associação Quilombola do São Domingos, Irene dos Reis; e do agente cultural, analista e desenvolvedor de sistemas e quilombola da comunidade, Romário Moreira da Silva.

A iniciativa conta com a parceria do Sebrae Minas e do poder público municipal, por meio das secretarias de Cultura e Turismo. A proposta é fortalecer o turismo de base comunitária e colocar os próprios moradores como protagonistas na construção e condução das experiências oferecidas aos visitantes.

Com o novo vídeo, os anfitriões poderão apresentar o Quilombo São Domingos em feiras, encontros e eventos realizados fora do município. É uma maneira de fazer com que as histórias da comunidade atravessem fronteiras e encontrem novos olhares.

Cultura que caminha para além do território

Nos dias 18 e 19, o Quilombo São Domingos e a Caretagem participarão da Festa Brasileira do Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro, evento integrado à programação oficial da Semana de Arte do Rio.

A participação mostra que a cultura quilombola de Paracatu tem muito a apresentar ao Brasil. Cada manifestação, cada receita, cada história e cada saber carregam um pouco da trajetória de um povo que mantém viva sua identidade.

Uma rota que conta uma história

A Rota Turística do Quilombo São Domingos é apresentada como o primeiro produto de afroturismo desenvolvido pelo Sebrae Minas no estado, em conjunto com a comunidade e o poder público municipal.

O projeto de turismo de base comunitária possui um Catálogo de Experiências Turísticas com um itinerário formado por 12 atrativos. Mais do que conhecer lugares, a proposta é aproximar o visitante da história e da identidade do quilombo, tendo como caminhos a ancestralidade africana, a resistência, a cultura e os conhecimentos preservados ao longo das gerações.

Valorizar o Quilombo São Domingos é reconhecer que turismo também pode ser uma forma de preservar memória. E o vídeo apresentado pela comunidade cumpre um papel importante: faz com que a própria comunidade conte sua história, mostre sua cultura e apresente ao mundo a riqueza que existe dentro de seu território.

Entre imagens, histórias e sabores, o quilombo mostra que sua maior riqueza não está apenas nos lugares que podem ser visitados, mas nas pessoas, nos saberes e nas tradições que continuam vivos. É uma cultura que merece ser conhecida, respeitada e valorizada.

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O Lábaro

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