Vigilância em Saúde intensifica ações preventivas após confirmação de morcego positivo para raiva em Paracatu

 Vigilância em Saúde intensifica ações preventivas após confirmação de morcego positivo para raiva em Paracatu

Vacinação de cães e gatos, monitoramento da área e orientação à população fazem parte das medidas adotadas pelo município

A confirmação de um morcego infectado pelo vírus da raiva em Paracatu mobilizou as equipes da Vigilância em Saúde do município, que iniciaram imediatamente as ações previstas nos protocolos sanitários para prevenção e controle da doença. Apesar do registro, a Prefeitura de Paracatu esclarece que o caso é isolado e não caracteriza surto, uma vez que não houve relatos de acidentes envolvendo pessoas ou animais domésticos.

A raiva é uma zoonose viral que afeta mamíferos e pode ser transmitida aos seres humanos por meio de mordidas, arranhões ou contato da saliva de animais infectados com mucosas e ferimentos. Considerada uma das doenças mais letais conhecidas, a raiva apresenta taxa de mortalidade próxima de 100% após o surgimento dos sintomas. Atualmente, os morcegos são os principais reservatórios e transmissores do vírus no Brasil.

Como medida de proteção, equipes da Vigilância em Saúde estão vacinando cães e gatos nas proximidades do local onde o morcego infectado foi identificado. A ação integra o protocolo de resposta para prevenção da raiva e tem como objetivo reduzir o risco de circulação do vírus entre os animais domésticos da região.

Desde o dia 22 de junho, equipes de vacinação estão percorrendo casa a casa a região do Córrego dos Meninos, área considerada prioritária para a ação preventiva. O trabalho tem como objetivo garantir a imunização de cães e gatos que vivem próximos ao local onde o morcego infectado foi identificado.

Os moradores que não estiverem em casa durante a visita das equipes poderão procurar a Unidade de Vigilância em Saúde, localizada na Rua Juca Baiano, nº 545, munidos de comprovante de endereço, para que seus animais recebam a vacina antirrábica e sejam incluídos nas ações de proteção sanitária.

Além da vacinação, as equipes realizam busca ativa para identificar possíveis contatos com o animal infectado e monitoramento da área para recolhimento e análise de outros morcegos que possam ser encontrados mortos ou apresentando comportamento incomum, como dificuldade para voar, atividade durante o dia ou permanência no solo.

População deve evitar qualquer contato com morcegos

As autoridades de saúde reforçam que a principal orientação é não tocar em morcegos, independentemente de estarem vivos ou mortos. O manejo desses animais deve ser realizado exclusivamente por equipes treinadas e equipadas para esse tipo de ocorrência.

Caso um morcego seja encontrado dentro de residências, quintais ou áreas públicas, a recomendação é impedir que ele tenha contato com pessoas ou animais domésticos. Se o animal estiver caído, o morador pode cobri-lo cuidadosamente com um balde, caixa ou recipiente resistente, sem tocá-lo diretamente. Em seguida, deve acionar imediatamente a Vigilância em Saúde ou o setor de zoonoses do município para que seja feita a remoção segura.

Quando o morcego estiver voando dentro de um cômodo, a orientação é manter portas e janelas fechadas para evitar que ele circule por outros ambientes até a chegada da equipe especializada.

Vacinação dos pets é fundamental

A Vigilância em Saúde destaca que a vacinação antirrábica anual de cães e gatos é a principal forma de proteção contra a doença. Os tutores devem verificar se os animais estão com a imunização em dia e procurar os serviços disponibilizados pelo município caso haja necessidade de atualização vacinal.

Em situações em que cães ou gatos tenham contato com morcegos, mesmo que estejam vacinados, o fato deve ser comunicado imediatamente às autoridades sanitárias. Dependendo da avaliação técnica, o animal poderá receber doses de reforço da vacina e ser submetido a monitoramento por um período determinado.

Acidentes com morcegos exigem atendimento imediato

Segundo o Ministério da Saúde, qualquer acidente envolvendo morcegos deve ser considerado uma situação de risco para raiva humana. Isso inclui mordidas, arranhões e até situações em que haja suspeita de contato direto com o animal.

Em caso de exposição, a primeira medida é lavar imediatamente o local atingido com água corrente e sabão em abundância por pelo menos 15 minutos. Em seguida, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível para avaliação médica e início da profilaxia pós-exposição, que pode incluir a aplicação de vacina e soro antirrábico.

A Vigilância em Saúde de Paracatu reforça que a colaboração da população é essencial para o controle da doença e orienta que qualquer ocorrência envolvendo morcegos seja comunicada imediatamente aos canais oficiais do município.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses: Normas Técnicas e Operacionais. Brasília: Ministério da Saúde.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde.

BRASIL. Ministério da Saúde. Profilaxia da Raiva Humana: Manual de Normas Técnicas. Brasília: Ministério da Saúde.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia para Manejo e Controle de Morcegos em Áreas Urbanas. Brasília: Ministério da Saúde.

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Orientações para vigilância e controle da raiva em áreas urbanas.

Prefeitura Municipal de Paracatu. Vigilância em Saúde inicia ações preventivas após confirmação de morcego positivo para raiva no município.

foto em destaque da internet

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