UM CADIQUIM DE CADA

 UM CADIQUIM DE CADA

Há uma incessante busca por padrões e formas de agir e comportar do ser humano, obviamente que até mesmo esses “padrões” vão variar de acordo com o lugar e sociedade onde possivelmente forem implantados, no entanto, até mesmo para se estabelecer normas e leis, continua a incansável busca.   O que notamos entre as pessoas é até mesmo certo forçar de opiniões, uma pessoa mais madura defende certo comportamento, mostra os prós e contras e afirma ser sua forma de agir o melhor caminho.    Noutra direção, pessoas mais jovens, carregadas de impetuosidade e sedentas de desafios vislumbram como melhores, atos e atitudes mais ousadas por elas praticados.   Essa contradição de ideias está diretamente ligada ao fato de como cada um de nós vê as coisas e o mundo.   Invariavelmente as pessoas de mais idade adotam medidas e atos mais pensados, pautam-se na cautela, certa tolerância e compreensão, costumam medir “a água e o fubá” para a feitura do mingau, inovam menos é verdade, no entanto, vivem gabando por não serem pegos “com as calças na mão”, dizem que cuidado e canja de galinha não fazem mal a ninguém.    Enxergando tudo com outros olhos, a maioria dos jovens (dentre eles alguns maduros com cabeças de jovens), ignoram por completo as ideias dos pais, tios e vovôs, já arrancam de terceira marcha e cantando pneus, não estudam as ideias, iniciam a execução com base nos primeiros lampejos que lhes surgem nas cabeças, adquirem o mobiliário sem ao menos terem iniciado a base da moradia, depois descobrem que gastou com os móveis o dinheiro dos tijolos para as paredes, putz!   Fora algumas exceções assim tem sido a vida de todos nós.   Uma vez mais se pensarmos bem, não dá para abrirmos mão do padrão de precaução defendido pelas pessoas que passaram dos trinta e estão na fase dos “enta”, da mesma forma parar no tempo e deixar de valorizar a ousadia e insistência em tentativas novas dos jovens não é mesmo a melhor pedida.  Dessa forma, penso que um mesclar de ideias e atitudes seria a solução, tal qual diz um conhecido meu “UM CADIQUIM DE CADA”, para toda a vida é que podemos adotar como melhor.   Copiando ou imitando em parte o argentino Ernesto Guevara de la Serna, “hay que acelerar, pero no mucho”, noutras palavras defendo sempre o bom e salutar equilíbrio.

Miguilim meio borocoxô – Boa semana!

Miguel Francisco do Sêrro – Historiador/Advogado

 

 

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O Lábaro

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