Mais verde e menos concreto, por favor!

 

A Praça Firmina Santana em Paracatu será reformada, e na maioria das vezes em suas reformas tiram a grama e colocam concreto.

Ter área verde é um dos requisitos fundamentais de uma praça pública. E não basta apenas ter, é preciso que esse espaço seja harmônico e com uma manutenção paisagística adequada, para que as espécies não fiquem prejudicadas no ambiente urbano.

Uma praça pública é um dos locais mais apreciados pelos moradores e turistas numa cidade. Quando são bem cuidadas e seguras, as praças garantem momento de socialização, descanso e também de divertimento.

Mas ninguém quer um lugar que não tem esta harmonia com a natureza.

Além do verde, o conforto térmico é fundamental para a qualidade de vida das cidades, pois suas condições climáticas dizem muito sobre como os espaços urbanos serão aproveitados em todas as estações do ano.

Uma praça bem cuidada sempre terá alguém para sentar e apreciar a beleza da vida. Afinal, quem anda, precisa dar uma paradinha para descansar, esperar o ônibus ou um amigo para fazer um lanche.

Ah, e em relação à limpeza, é certo que manter uma praça pública limpa e com os bancos e mesas com a manutenção em dia certamente atrairá mais pessoas para apreciá-la e desfrutá-la por mais tempo. E claro para tudo isso acontecer é necessário à colaboração de todos.

 

 Poeminha da saudade de Manuel bandeira – A Praça

 A praça.
Ah aquela praça
Naquela pequena cidade…
Onde a roda gigante girava o mundo
E por segundos esquecia que o tempo
É pai do futuro.
Naquela gangorra os pássaros se faziam amigos…
E lindos e lindos e lindos
Os sonhos de criança
Na pacata praça.
Os perfumes dali não exalam em outra praça
Em outro lugar, em outro planeta
Cheiro de mim, jasmim,
Cheiro de primavera,
Como era bela
A singeleza dos olhares atônitos.
Tudo era motivo para parar
Como se não fosse nada
Presságio de um bom sinal.
Meu amigo, meu filho,
A graça da liberdade
Inserida no contexto da praça,
Nas corridas, brincadeiras,
Pique esconde
Não se encontra mais
Nem nos becos,
Nem nos bosques,
Nem nos sonhos…
A graça que enaltece a glória
De ter vivido naquela estação
Vive no coração,
Vive na alma
Dos que ali passaram.
Igreja católica,
Mina d’água,
Namoros fogosos,
Amores proibidos,
Sexo escondido
Nas madrugadas, sobre as gramas,
Entre as flores que hoje revelam
A pureza de nossos dias…
Fotos coloridas,
Sorrisos que iluminam
O quadro da lembrança
Do que éramos nós.
Na pacata praça
Na praça do mundo.
Na mina do fundo
Do nosso coração.

 

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O Lábaro

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